segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TERCEIRO ANO

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TERCEIRO ANO

Viver assim tão sozinho
Não importa dia, nem hora
Sendo a Tristeza a senhora
Que comanda a solidão
E domina o coração
Daquele que for sorteado;
Diz que ama, abraça e beija
Mas, somente o que deseja
É ver o cara estressado

No calendário esquisito
Que usa a dita senhora
O dia tem trinta horas
As noites são infindáveis
As semanas intermináveis
Mas só ela acha importante;
Assim chega o ano terceiro
Restando só os ponteiros
De um relógio inoperante

Três anos que nada são
Pra quem esconde a idade
Mais parece a eternidade
Quando isolado, num canto
Alguém enxuga seu pranto
Vertido por um pesar;
Cabisbaixo, triste, indeciso
Ao imitar um sorriso
Apenas sai um esgar

Como o pintor sem escada
Cujo apoio é um pincel
Resta, agora, este papel
Onde apoiar minhas mãos
Pra registro desta oração
Cotidiana em minhas preces;
Descansa esposa querida
Grande amor da minha vida
Deus te dê o que mereces.
Amém.


             A.L.Oliveira-31.01.2017


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