quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

CASA DA MÃE JOANA


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CASA DA MÃE JOANA

Essa expressão corriqueira
Remonta à antiguidade (1346)
E, nos mostra, na verdade
Um lugar sem regramentos
Onde impera o mandamento
De que tudo é permitido;
Se faz o que bem entende
Se dá, se cobra e se vende
Sem nada ser proibido.

Atribui-se a uma jovem
Condessa, bela, abastada
Mas, seriamente acusada
Por morte e conspiração
O cunho dessa expressão
Que diz de sua labuta
Na qual só teve lauréis
Reordenando os bordéis
Pra proteger prostitutas.

Ao que se sabe a Joana
Foi mais que mãe adotiva
Nessa casa permissiva
De luxúria e corrupção
Só havendo a imposição
De um dever elementar
Impedindo com rigor
A qualquer frequentador
Dali sair sem pagar.

Parece que a casa existe
Com contornos semelhantes
Em lugar muito importante
Que todo mundo conhece
Na qual não mais se obedece
Nem liminar, nem sentença
Mas, se deve, a contragosto
Pagar propina e imposto
Sem nenhuma recompensa.

           A.L.Oliveira/dez 2016

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