domingo, 25 de dezembro de 2016

CARTÃO VERMELHO

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Parabéns ao deputado
Que convida os delegados
Pra se juntarem à campanha
Visando acabar com a sanha
De maridos e amantes
Que não vacilam um instante
Pra maltratar as donzelas;
Sejamos daqui pra frente
Delegados e agentes
Unidos ELES POR ELAS.
   
Tomara que se mantenha
Como quer Maria da Penha
Mulher forte, destemida
Que depois de agredida
Negou-se a ficar calada
Até que foi abrigada
Pelo poder competente;
Agora é cumprir a lei
Punindo toda essa grei
De meninos tão “valentes”.

Confia meu deputado
Nesses seus novos soldados
Que marcham de passo certo
Pra lutar em campo aberto
Em favor da sociedade
Com a força da autoridade
Que decorre da profissão;
Servindo o cartão vermelho
Como poderoso relho
Pra chicotear “valentão”.

Que tenham todos sapiência
Digam não à violência
Paz e amor nunca faz mal
Vejam a Força Policial
Como amiga e companheira
Devendo ser a primeira
A socorrer sofredores:
Se mexa, grite, acelere
Vamos tirar as mulheres
Da garra dos opressores.


                     A.L.Oliveira-dez/2016


 (Adesão dos Delegados à Campanha Eles por Elas,
lançada pelo Dep. Est. Edgar Pretto)

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DITOS POPULARES

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DITOS POPULARES

Sempre me vem a pergunta
Embora, pareça estranha
Quem foi a “mãe do badanha
Da qual todo mundo fala?
Mas, geralmente, se cala
Ao prosseguir-se a conversa;
Será que a dita senhora
Cujo nome a gente adora
Teria sido perversa?

O filho esse tal “badanha”
Que sujeitinho esquisito
Mais parece algum proscrito
Que não sabe de onde veio
Ou, talvez, tenha receio
De mostrar-se ao semelhante;
Pois, chamado, não responde
Se abriga não sei aonde
Se vive, ninguém garante.

As informações que sobram
São vagas, sem fundamento
Dizem que em certo momento
Viveram os dois num barraco
Junto ao vulgo “homem do saco”
Já bem velhos, moribundos;
Depois foram lá pras grotas
Ondejudas perdeu as botas”
Adiante do fim do mundo.


             A.L.Oliveira/dez 2016

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

CASA DA MÃE JOANA


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CASA DA MÃE JOANA

Essa expressão corriqueira
Remonta à antiguidade (1346)
E, nos mostra, na verdade
Um lugar sem regramentos
Onde impera o mandamento
De que tudo é permitido;
Se faz o que bem entende
Se dá, se cobra e se vende
Sem nada ser proibido.

Atribui-se a uma jovem
Condessa, bela, abastada
Mas, seriamente acusada
Por morte e conspiração
O cunho dessa expressão
Que diz de sua labuta
Na qual só teve lauréis
Reordenando os bordéis
Pra proteger prostitutas.

Ao que se sabe a Joana
Foi mais que mãe adotiva
Nessa casa permissiva
De luxúria e corrupção
Só havendo a imposição
De um dever elementar
Impedindo com rigor
A qualquer frequentador
Dali sair sem pagar.

Parece que a casa existe
Com contornos semelhantes
Em lugar muito importante
Que todo mundo conhece
Na qual não mais se obedece
Nem liminar, nem sentença
Mas, se deve, a contragosto
Pagar propina e imposto
Sem nenhuma recompensa.

           A.L.Oliveira/dez 2016

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

DEU PRA TI 2016

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DEU PRA TI 2016

No final deste ano velho
De dois mil e dezesseis
Cá estou mais uma vez
Com aplausos e confetes
A dois mil e dezessete
Que desponta no horizonte.

Vem surgindo ali defronte
Bem novinho, reluzente
Um menino, uma criança
Trazendo a nós de presente
Um punhado de esperança.

Te aprochega, meu garoto
Ao nosso Rio Grande amado
Não te faças de rogado
Te abanca no trono antigo;
Toma um mate com os amigos  
Das cidades e coxilhas
Dá-lhes paz, dá-lhes saúde
E, a força da juventude
Também pra suas famílias.

        Bom Natal e Feliz Ano Novo
                       A.L.Oliveira/dez/2016
                                               

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

FAMÍLIA OLIVEIRA


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FAMÍLIA OLIVEIRA

Nosso pai, Loca Boeira (*)

Nossa mãe, uma guerreira
Que se chamava Angelina
Bem nova, quase menina
No passado, tempos idos (**)
Veio associar-se ao marido
Para um ousado projeto
De coragem e esperança
Abrigando muitas crianças
Debaixo do mesmo teto.

Assim dito e assim feito

Mesma casamesmo leito
O amor sempre por perto
Receberam José e Alberto
Com redobrada alegria
Seguidos de Oliveiros, Maria
Também, Antonio e Mariana;
Mais adiante, e, finalmente
O João, o Sérgio, o Vicente
Encerrando a caravana.

A roça foi nosso meio

Mandioca, trigo, centeio
Cana, frutas e verduras
melado e a rapadura
Grande riqueza e sustento
Talvez o doce alimento
Que nos reforça a vontade,
De viver mais, com saúde
Levando aquelas virtudes
Dos pais, à posteridade.

Foi casal muito presente

Pulso firme e exigente
Trazendo tudo nos eixos
Sem permitir o desleixo
Em quaisquer obrigações
Principalmente as lições
Vindas da igreja, da escola
Nos incutindo o preceito
De respeitar-se o direito
Como dever, não esmola.

               A.L.Oliveira/nov/2016


 (*) = Adelino Gomes de Oliveira

(**) = 1921

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