quarta-feira, 20 de julho de 2016

OITENTA E TRÊS PRIMAVERAS

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OITENTA E TRÊS PRIMAVERAS

No calendário da vida, passaram muitos janeiros
Outros tantos fevereiros acolherados a março,
Cujo total eu disfarço, pra não dizer “um balaio”
Onde tem abril e maio, antecipando o rascunho
Da marca no fim de junho, meio ano, outra vez;
E, chegando 11 de julho, posso dizer com orgulho,
Já somei oitenta e três.

Segue a ciranda rodando, vem agosto e setembro,
Vem outubro e novembro, fim do ano, muita festa,
Logo dezembro se apresta, para encerrar o final,
Com festejos de natal, cumprimentos para o povo,
Desejando um Ano Novo, cheio de prosperidade;
E com essa esperança, quase sempre se alcança
Mais um ano de idade.

Falando nas estações, a verdade é mais severa,
Lá se vai a primavera, leva junto suas flores,
Carrega nossos amores, leva nossa juventude.
Surge outono, que amiúde, derruba folhas no chão,
Leva o que é bom do verão e o calor da mocidade;
Deixa o inverno da vida, companhia intrometida,
Dessa tal terceira idade.


                                          A.L.Oliveira/jul/2016
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