AMOR E ÓDIO
Certa vez um
andarilho ensinava ao próprio filho
Com herdada
sabedoria, que a melhor filosofia
Para explicar
nossa vida, poderá ser recolhida
De uma
batalha feroz, travada pelos instintos,
Entre dois
lobos famintos que vivem dentro de nós.
São iguais na
estatura, mas um deles tem figura
Que batizamos
de Amor; já, o outro, um destruidor,
Só retrata o
próprio Mal, e, é conhecido por Ódio,
No importante
momento da dosagem do alimento
Que cada um
necessita; pois ali, na mesma guarita,
Onde fizeram morada, se produz a fera raivosa,
Jamais haverá empate nesse derradeiro embate
A que são submetidos, caso um deles escolhido,
Por nós, como favorito, bem antes de ser inscrito
No certame programado ; pois entrará na disputa ,
Com a vantagem absoluta, de melhor alimentado.
A. L. Oliveira/out/2007
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