Primeiro foi um
baiano, famoso em todo o Brasil
Quem descobriu o
covil, fazendo ver à nação (1914)
Que um rio de
corrupção com extrema correnteza
Ameaçava a grandeza
da pátria de sul a norte
Solapando os
contrafortes da própria democracia;
Pois, segundo já previa,
com base no crescimento
Estava perto o
momento de inusitado protesto
Onde todo homem
honrado, ficaria envergonhado
Da
condição de honesto.
Isso faz bastante
tempo, quase cem anos passados
Quando apenas o
traçado dessa imensa podridão
Indicava a progressão
de um negócio pra dar certo
Sem nenhum fiscal por
perto, muito lucro, boa fama
E ligeiro, um mar de
lama, caso não fosse disperso
Cobriria o universo dos
que mandam no estado
Senadores, deputados,
e, outros, de relevância
Todos crentes, por
sinal, que o regramento penal
Não
mais teria importância.
Como estrela
salvadora, eis que surge outro Barbosa
Mineiro das alterosas,
para, em nome da família
Chicotear essa
quadrilha que pregou o mau exemplo
De construir falso
templo aos nefastos vendilhões;
Contra algumas
opiniões de pares da mesma grei
Vem mostrar que nossa
lei é norma que ainda vige
Quando a sociedade
exige, se aplique o que é previsto
Até mesmo contra
alguém, que se ache muito além
Do
poder do próprio Cristo.
Secundando doutor Ruy,
é hoje o doutor Joaquim
Tal e qual um querubim,
de asas negras cor da noite
Que, munido de um
açoite trançado do melhor couro
Tenta expulsar do
tesouro as mãos sujas, fedorentas
Da quadrilha fraudulenta
de mais de trinta corruptos
Notáveis e absolutos,
nas mais diversas funções
Onde escondiam
infrações, em geral minimizadas
Sob o manto protetor
de um “respeitável” senhor
Que
“não sabia” de nada.
A.L.Oliveira/Nov/2012
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