quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Família Barbosa do Brasil

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Primeiro foi um baiano, famoso em todo o Brasil
Quem descobriu o covil, fazendo ver à nação (1914)
Que um rio de corrupção com extrema correnteza
Ameaçava a grandeza da pátria de sul a norte
Solapando os contrafortes da própria democracia;
Pois, segundo já previa, com base no crescimento
Estava perto o momento de inusitado protesto
Onde todo homem honrado, ficaria envergonhado
Da condição de honesto.


Isso faz bastante tempo, quase cem anos passados
Quando apenas o traçado dessa imensa podridão
Indicava a progressão de um negócio pra dar certo
Sem nenhum fiscal por perto, muito lucro, boa fama
E ligeiro, um mar de lama, caso não fosse disperso
Cobriria o universo dos que mandam no estado
Senadores, deputados, e, outros, de relevância
Todos crentes, por sinal, que o regramento penal
Não mais teria importância.


Como estrela salvadora, eis que surge outro Barbosa
Mineiro das alterosas, para, em nome da família
Chicotear essa quadrilha que pregou o mau exemplo
De construir falso templo aos nefastos vendilhões;
Contra algumas opiniões de pares da mesma grei
Vem mostrar que nossa lei é norma que ainda vige
Quando a sociedade exige, se aplique o que é previsto
Até mesmo contra alguém, que se ache muito além
Do poder do próprio Cristo.


Secundando doutor Ruy, é hoje o doutor Joaquim
Tal e qual um querubim, de asas negras cor da noite
Que, munido de um açoite trançado do melhor couro
Tenta expulsar do tesouro as mãos sujas, fedorentas
Da quadrilha fraudulenta de mais de trinta corruptos
Notáveis e absolutos, nas mais diversas funções
Onde escondiam infrações, em geral minimizadas
Sob o manto protetor de um “respeitável” senhor
Que “não sabia” de nada.


                                 A.L.Oliveira/Nov/2012
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