quarta-feira, 13 de março de 2013

Irmão Sol, Irmã Lua...


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IRMÃO SOL, IRMÃ LUA.......                     A.L.Oliveira

Giovanni  di  Bernardone, italiano, de  Assis  (1182)
Teve uma  infância feliz, na Úmbria,  nos  Apeninos
Pouco mais que um menino, já causava estranheza
Ao desprezar a riqueza e também seu próprio nome
Pra usar um cognome, que é por demais  conhecido
Bem maior que um apelido, foi um título  gigantesco
Que fez do Ir. Francesco, nosso grande S. Francisco
Com estátuas,  obeliscos,  erguidos por  todo  canto
Em homenagem a um santo, que via nos animais,
Seus amigos potenciais, só alegria e encanto.

No início seguiu o  pai,  um membro  da  burguesia
Que certamente queria, fazer dele um  comerciante,
Foi quando, desafiante, mesmo a  fim  de  protestar,
Intentou ser militar, mas teve pouco sucesso (1206);
Partiu pra novo  processo de afronta  à  sociedade
Ao andar  pela  cidade, em frangalhos,  maltrapilho,
Um verdadeiro andarilho, tipo franzino e descalço,
Que enfrentou os percalços, bem próprios da região,
Levando sua  oração,  seu carinho e seu  consolo
Diretamente ao miolo, da sofrida população.

Com a mensagem de paz, muito franca, com certeza,
Mostra amor à natureza  e  leva a fé  às  criaturas,
Tudo  isso com candura, competência e  habilidade;
Cria, junto a outros frades, seus parceiros cotidianos
A Ordem dos Franciscanos, reconhecida no mundo
Pelo trabalho fecundo, proveitoso e de primeira (1221)
E, ainda, a Ordem Terceira e a das Irmãs Clarissas
Que conservam essa premissa, de amor e humildade,
Como a  raiz  da  verdade,  do fundamento e  valor,
Que  pregava o  fundador,  com  muita  dignidade.

Aos  astros  se  irmanava, no mais fraterno respeito,
A Lua, o Sol, eram aceitos, como todos os  demais,
Até mesmo os  animais,  os  tratava  como  irmãos
E, ao soltar de  suas mãos, com redobrado carinho,
Admirava um passarinho voltar aos ares  triunfante
Depois do  reconfortante  aconchego  desse  amigo,
Que somente negava abrigo, não aceitava, ora veja
Mesmo que fosse da Igreja, algum  luxo e opulência,
Pois contrariava a  vivência  que  tinha  da  religião,
E que,  na sua opinião,  seria o que o povo almeja.

                              Antonio Luiz de Oliveira - mai/2005

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