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IRMÃO SOL, IRMÃ LUA....... A.L.Oliveira
Giovanni di
Bernardone, italiano, de
Assis (1182)
Teve uma infância feliz, na Úmbria, nos
Apeninos
Pouco mais que um menino, já
causava estranheza
Ao desprezar a riqueza e também seu
próprio nome
Pra usar um cognome, que é por
demais conhecido
Bem maior que um apelido, foi um
título gigantesco
Que fez do Ir. Francesco, nosso
grande S. Francisco
Com estátuas, obeliscos,
erguidos por todo canto
Em homenagem a um santo, que via
nos animais,
Seus amigos potenciais, só alegria
e encanto.
No início seguiu o pai,
um membro da burguesia
Que certamente queria, fazer dele
um comerciante,
Foi quando, desafiante, mesmo
a fim
de protestar,
Intentou ser militar, mas teve
pouco sucesso (1206);
Partiu pra novo processo de
afronta à sociedade
Ao andar pela
cidade, em frangalhos,
maltrapilho,
Um verdadeiro andarilho, tipo
franzino e descalço,
Que enfrentou os percalços, bem
próprios da região,
Levando sua oração,
seu carinho e seu consolo
Diretamente ao miolo, da sofrida
população.
Com a mensagem de paz, muito
franca, com certeza,
Mostra amor à natureza e leva
a fé às
criaturas,
Tudo isso com candura, competência e habilidade;
Cria, junto a outros frades, seus
parceiros cotidianos
A Ordem dos Franciscanos,
reconhecida no mundo
Pelo trabalho fecundo, proveitoso
e de primeira (1221)
E, ainda, a Ordem Terceira e a das
Irmãs Clarissas
Que conservam essa premissa, de
amor e humildade,
Como a raiz
da verdade, do fundamento e valor,
Que pregava o
fundador, com muita
dignidade.
Aos astros
se irmanava, no mais fraterno
respeito,
A Lua, o Sol, eram aceitos, como
todos os demais,
Até mesmo os animais,
os tratava como irmãos
E, ao soltar de suas mãos, com redobrado carinho,
Admirava um passarinho voltar aos
ares triunfante
Depois do reconfortante
aconchego desse amigo,
Que somente negava abrigo, não
aceitava, ora veja
Mesmo que fosse da Igreja,
algum luxo e opulência,
Pois contrariava a vivência
que tinha da
religião,
E que, na sua opinião, seria o que o povo almeja.
Antonio Luiz de
Oliveira - mai/2005
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