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O poema abaixo, intitulado Sendo Assim, é de autoria da querida neta Felícia de Oliveira Fleck, escrito aos quinze anos de idade:
SENDO ASSIM
Dor imensa, vida dura,
Solidão despedaçante,
Solidão despedaçante,
Como é triste,
noite escura,
Volta tudo
a todo instante...
A cada
momento,
Nova
decepção,
Incontestável
tormento,
Quanta
desilusão!
As lembranças,
torturantes,
Como pude acabar assim?
Como pude acabar assim?
E os meus lábios
lamuriantes
Por que tudo tem um fim?
Por que tudo tem um fim?
Era tudo tão
incrível,
Tão perfeito, irreal...
Tão perfeito, irreal...
Hoje já é tão
sofrível,
Tão sem graça,
tão normal
E o pranto
incessante
Não me permite esquecer
Não me permite esquecer
Um passado tão distante
Que não vai retroceder
Enfrentar a realidade,
Aprender a cuidar de mim,
Apenas saudável saudade,
Só assim...
Felícia de Oliveira Fleck/1998
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