segunda-feira, 28 de junho de 2010

Continuando a História

Ao final da pequena solenidade de abertura do III Encontro da Família Oliveira (publicação anterior), todos os presentes tiveram a grata satisfação de ouvir a leitura do texto abaixo, intitulado "Continuando a História", de autoria das queridas sobrinhas Liani, Elaine e Angelita, no qual é relembrada a vivência delas e dos irmãos, na infância, quando encontravam os tios, as tias, os primos e primas, na velha casa da Vovó. Confesso que recebi emocionado o relato feito por elas desses gestos de carinho e de simplicidade tão característicos de minha querida mãe, meus irmãos e demais familiares. Inseri algumas fotos da "piazada" (de julho de 1968)apenas para ilustrar o trabalho.
Passados alguns dias, em 03.08.2004, tentei alinhavar os versos que publico a seguir, nesta mesma postagem, intitulado "Continuação do Continuando....."


CONTINUANDO A HISTÓRIA.
III Encontro da Família Oliveira

Lembranças de infância são latentes em nosso dia a dia, pois crescemos com grande influência de nossos familiares. Pessoas especiais que com muita sensibilidade souberam plantar no coração de cada uma de suas crianças, sementes de amor, carinho e felicidade. O maior resultado que colhemos foi a grandeza de espírito e o eterno respeito que temos por todos que nos rodeiam.

RESPEITO
Uma característica herdada de nossos tios e nossos avós, não só do lado materno como também do paterno, foi a de que sempre valorizaram a infância demonstrando respeito pelas crianças. Vamos referir nominalmente neste trabalho apenas os parentes consangüíneos ou afins ligados a um "ramo de oliveira", jovem, viçoso e forte, que certa vez, há bastante tempo, foi plantado num "campo" muito fértil, enraizou, brotou, floresceu, e colaborou com muitos frutos sadios para a propagação da espécie. Deixamos de citar algumas pessoas que partiram antes de nossa chegada, mas que, embora ausentes da comissão de recepção que nos recebeu neste Mundo, são igualmente destinatários hoje de nossa caridosa prece, substituindo um carinhoso beijo. Quanta imagem bonita poderia ser composta por um poeta ou pintor somente com o nome que ostentamos: um "ramo de oliveira", significando a paz; um "campo de oliveiras", significando a fartura e a beleza dos olivais em flor; a vastidão dos "campos" como símbolo de liberdade e dos pagos do Rio Grande; e, finalmente, os "Oliveira Campos", que esperamos venha a ser uma compilação de tudo isso.
QUE SAUDADES
A forma como éramos recebidos pela vó Gila, os pães caseiros e as roscas de polvilho que ela fazia no forno de barro. E as gostosas broinhas? Quem não lembra? Muitas dessas delícias eram secretamente guardadas no quarto dela. Latas cheias de sequilhos para esperar as visitas, sem falar nas balinhas de coco ... Viajando nesse túnel do tempo podemos reviver o amanhecer na chácara, .. .inesquecível! O barulho dos bichos, o galo cantando, a voz da vó Gila, do tio Vicente, da tia Nilda, e aquele cheirinho do café torrado e moído em casa, pairando no ar. Típica atmosfera de harmonia familiar que envolvia a chácara e tudo que a ela pertencia.
ENSINAMENTOS/ DIVERSÃO
Fosse arquitetando brincadeiras que nos atraísse e divertisse quando íamos "na casa da vó Gila", e que éramos sempre tão bem recebidos; fosse a simples rotina do dia a dia, tão diferente e tão atraente para nós, crianças, sem contato com a lida na terra ou com os animais; fosse um simples dia de chuva, torcendo para que o sol brilhasse e nos convidasse a correr por entre as árvores, campos e rosetas (e, como tinha). Então, foi nesse mundo colorido e fantástico que aprendemos a respeitar a natureza. Foi lá que com ouvidos bem atentos escutamos falar que havia uma fase da lua própria para plantar, outra para colher e outra que servia para iluminar a noite. Foi lá que com olhos curiosos aprendemos onde encontrar as mais "suculentas" minhocas para pescar nos açudes da vizinhança.

FANTASIA
Tio Vicente e tia Nilda, sempre tão amáveis. A maneira como o tio falava de um animalzinho doente, o modo como ele contava "causos" à noite em uma rodinha sob luz de candeeiro com querosene, quem sabe, muito ajudou a moldar o nosso espírito no sentido da resignação frente a alguma adversidade, que para ele, não foram poucas.
O tio João e a tia Ivone, que casal maravilhoso ... O tio João sempre tão alegre. Lembro de avistá-lo ao longe, bem antes de chegar em sua casa. Ele ficava pertinho das taquareiras olhando atento os visitantes que se aproximavam. Era muito divertido contando histórias, ou cantando músicas engraçadas quando voltava da roça com as mãos cheias de aipim ou batata doce. Lembro do tio nos levando para conhecer algum parente e nós atentos a tudo o que ele dizia durante a caminhada. Nós nunca vimos, mas dizem que o tio João, que também era Francisco, tinha o dom de conversar com os animais e que eles o entendiam perfeitamente. A verdade é que seus bois e suas vacas eram os mais lindos e mais mansinhos da região ... Comiam na mão de qualquer um ...
QUE FESTA
Encontro amigável... Tanto na casa da tia Ivone, como na tia Nilda ou na casa da tia Neri e do tio José; o café da manhã ou da tarde era sempre maravilhoso. Tinha um aconchego, só em olharmos aquelas xícaras grossas de louça sobre a mesa já nos sentíamos pessoas muito importantes participando de um banquete dos deuses.
A nostalgia traz lembranças carinhosas dos finais de semana em que o tio Antonio, a tia Gladys e os primos nos visitavam. Que visitas tão esperadas! Muitas vezes a tia entregava para a mãe uma sacolona de roupas lindas que não serviam mais nos primos. NOSSAl!! Que festa! Era nossa realização completa. Ficávamos tão felizes que não interessava a cor, tamanho ou modelo, queríamos vestir tudo sem demora!
Outro "Papai Noel" de roupas foi tia Augusta. Querida tia que merece o maior carinho por gestos como esses e tantos outros, como o de estar sempre que possível presente em todos os encontros da família. Estas atitudes mostram sua preocupação e o carinho especial de que falamos há pouco. Sim, o carinho pode se manifestar por várias formas, pela generosidade com os famíliares, com seu marido e seus filhos. Ela é um exemplo de amizade e solidariedade que devemos lembrar e perpetuar.
Nosso querido tio Sérgio, que quando vinha nos visitar, não sei por que, mas sempre lembro ele com uma malinha. Ele abria aquela mala e tirava uma caneta para um, um lápis para outro, um bloquinho, qualquer coisa, mas deixava todos felizes. Aquela mala para nós era mágica e cheia de surpresas. E você tia Gloria ... Agradecimentos ... Elogios ... Não sabemos qual a palavra ideal para descrever o marco que sua figura nos representa. Tia, só podemos reconhecer e admirar o carinho e a dedicação que você sempre teve pelo nosso tio. Então, descobrimos que no paralelo da vida, nosso espontâneo dever de sobrinhos e o seu de esposa, nos faz simultaneamente vitoriosos. Pois com o tempo aprendemos a acalentar e dissimular a imensa saudade que existe e cresce mais e mais, pela distância que separa os irmãos Oliveira.
A tia Maria e o tio Lídio, sempre tão presentes. O tio muito carinhoso e a tia fazendo tudo para mostrar o quanto nós éramos importantes. Seja na comidinha gostosa ou no bolo maravilhoso, ela sempre achava um jeitinho de tornar-se mais e mais querida por todos nós. Os quitutes da tia Maria, fossem doces ou salgados, nós só não afirmamos que eram os "melhores do mundo" para não criar ciumeira em nossa mãe e nossas tias, mas, para ela, sempre tinham algum defeito: Ou o arroz passou do ponto, ou o forno estava meio frio, ou tempo estava chuvoso e o pão não cresceu, etc., etc. E, assim, a gente ia comendo, comendo, enquanto ela pedia desculpas. Obrigado, querida tia, você merece todo o nosso respeito e carinho. Desculpe esta carinhosa brincadeira.
Muito embora nenhum de nós tivesse convivido com o tio Oliveiros, por vezes nos sentimos bem próximos a ele. Pois nossa imaginação voa longe ao seu encontro, com as muitas e saudosas recordações com que nossa mãe se refere a ele. Só Deus sabe quanta coisa boa deve ter feito pelos pais e pelos irmãos, para ser tão bem lembrado assim. Mesmo depois de passados mais de cinqüenta anos de ausência, ainda provoca uma lágrima em cada olho e um insistente nó na garganta dos familiares que o conheceram.
ORGULHO
Em nossa fantasia de criança não existia a pobreza. Por isso, rebuscando na memória, podemos afirmar que nossa infância foi muito feliz. Tivemos ao nosso lado pessoas que nos ajudaram a levar a vida sem passarmos necessidades. Um zelo que temos o cuidado de continuar cultivando em nossa família. Preocupamo-nos em sermos sempre importantes para outras crianças, além de nossos filhos, porque entendemos que mais tarde tudo isso será revertido em boas lembranças da infância de cada um. Então, gratidão não será somente o único sentimento desses pequenos. Eles certamente saberão valorizar e entender o quanto foram amados e inconscientemente amparados pelos mais velhos. Aqueles braços amigos que estiveram presentes em nossas meninices é que nos fizeram crescer fortes e felizes.
Melhor que lembrar da infância é deixar transparecer o amor e o valor incalculável que nossos tios e tias representam em nossas vidas. Desnecessário falarmos dos momentos em que os primos e primas se encontravam, certamente um horror para a "sortuda" anfitriã que geralmente era a tia Nilda. Jamais percebemos seu descontentamento pela desordem da casa, pelos gritos ou correrias no pátio. Porém, passado tanto tempo, aproveitamos a oportunidade para pedir desculpas a essa querida tia pelas inúmeras “bagunças” que promovemos em sua casa!
Hoje percebemos que estamos criando os filhos com o cuidado de não dar tanta importância às roupas de marca e coisas do gênero. Nossas roupas passam de uns para os outros, não só as das crianças como as dos grandes também. Quase que como exemplos, pois, nesse gesto de agrado e conquista às nossas crianças, tentamos valorizar o lado sentimental das coisas materiais.
LIÇÃO DE VIDA
De cada tio e tia temos lindas lembranças que estão guardadas em nossa memória com muito carinho. Sabemos que aqueles tempos foram muito difíceis para nossos pais. Porém, para nós eles foram vividos com muita felicidade, pois além do pai, da mãe e de nós, irmãos, tivemos VOCÊS!
Julho, 2004
Liani,Elaine, Angelita.

(Texto montado a partir de fragmentos de lembranças guardados na memória de Liani, Elaine, Gilmar, Gilson, Gelson e Angelita de Oliveira Campos.


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CONTINUAÇÃO DO CONTINUANDO.......

Bom dia minhas meninas, Liani, Elaine, Angelita
Mas que coisa tão bonita vocês trouxeram pra gente
Da forma mais eficiente e com tanta relevância;
Tomara um outro Oliveira levante a mesma bandeira
Pra contar a sua infância

Foi esse o brinde maior do nosso terceiro Encontro
Quando o cenário já pronto recebeu a bela estória
Que guardavam na memória sem contá-la pra ninguém;
Pois, ao ter conhecimento, ficaram todos no evento
Emocionados, também.

Que surpresa agradável, saber que alguém valoriza
A história que se repisa, contada com insistência
Sendo essa a referência que teremos no futuro
Pra mostrar a nossos filhos um pouco daqueles trilhos
Que pra nós foram seguros

A memória é de todos, dos guris e das gurias
Demonstrando a alegria, o amor e a nobreza
Obtidas, com certeza, por herança de seus pais;
Fazendo de seu caminho, uma trilha sem espinhos
Sem nem deixarem sinais

Trouxeram pra nossa boca o gosto bom do sequilho
E da rosca de polvilho que só a Vovó fazia
Pois somente ela sabia agradar a gente assim;
Eu mesmo lembrei a pouco da tal balinha de coco
Que ela guardava pra mim

Lembraram o cantar do galo que marcava o alvoroço
E a água limpa do poço pra um bom café reforçado
Com leite recém tirado, na calma, sem nenhum grito;
Às vezes, com pão de milho, com batata, com sequilho
Com aipim, ou bolo frito

Recordaram assim para todos, com tanta sinceridade
Da nossa imensa saudade, nestes tempos atuais
De coisas, talvez banais, mas, verdadeiros “carinhos”;
Pois, me sinto emocionado ao dizer muito obrigado
Aos meus queridos sobrinhos

Parece que a tal lembrança foi de todas, em consenso
Num texto bastante extenso sem exagero e bem feito
Que bem retrata o respeito muito próprio dessas três:
Recebo com todo apreço, mas, o beijo eu não mereço,
Quem merece são vocês.

A.L.Oliveira-03/ago/2004

sábado, 19 de junho de 2010

III Encontro

Nosso terceiro encontro ocorreu também na sede da Sociedade Recreativa de Barro Vermelho, município de Santo Antonio da Patrulha, no dia 25.07.2004, cuja festa esteve a cargo dos sobrinhos Liane, Elaine, Angelita e Gilson, filhos do casal Mariana e Ivo, que aparece na foto abaixo, juntamente com o autor destas linhas e os convidados especiais, nosso saudoso tio Manoel (falecido em 2009) e as tias Eponina ( de casaco azul, junto com a filha Eva) e Joaquina (de casaco cinza), ambas, hoje, com mais de cem anos de idade. Neste evento houve a participação de 80 pessoas.



Terceiro Encontro - Saudação

Peço perdão, pessoal, se a história não lhes agrada
Mas não posso mudar nada daquilo que aconteceu
Por isso mesmo que eu, vou contá-la novamente,
Pois, como diz o ditado, “povo que não tem passado
Não merece ter presente”.

É hoje o terceiro encontro da Família Oliveira
Que fundou Loca Boeira, e a nossa grande heroína
Cujo nome era Angelina, esposa e mãe carinhosa;
Que deixaram esta existência, indo pra outra querência
Onde a vida é cor-de-rosa.

Em matéria de casamento, nosso pai não era afoito
Tinha mais de trinta e oito quando procurou achar
A moça pra acompanhar seu projeto promissor;
Vinte e um tinha Angelina, pouco mais que uma menina
E ele, quase um senhor.

Rogamos que esse casal, princípio da nossa origem
Esteja perto da Virgem, poderosa Mãe de Deus
Que protege os filhos seus, quando se clama por ela;
Guarde bem as suas almas e nos receba com palmas
Quando precisarmos dela.

Seu nome Adelino Gomes, de sobrenome Oliveira
Tinha alcunha de Boeira, que trouxe desde a infância
Recebida como herança, de costumes tradicionais,
Pois, tão forte esse apelido, que foi também transmitido
Aos escravos de seus pais.

Em relação a seu sogro, foi um genro e compadre
Pois aproveitaram o padre, no ofício do casamento
Pra fazer num só momento, o batismo da cunhada;
Foi assim, na mesma leva, que batizaram a tia Eva
Ficando como afilhada.

Moraram na Aldeia Velha, um pequeno povoado
Onde ali foi iniciado o grande grupo que somos
Conservando os cromossomos desse par original;
E, hoje aqui, reunidos, continuamos unidos
Reverenciando o casal.

Repartiram entre seus filhos muito amor e dedicação,
Sendo Sérgio, Mariana e João, Maria, Antonio e Alberto
Que partilharam, por certo, seu carinho familiar;
Mais, Liveira, José, Vicente, que cedo deixaram a gente
Chorando a nos lamentar.

Estariam hoje contentes, nossos velhos ancestrais
Ao saberem, como pais, que hoje temos doutores
Temos muitos professores, sem contar os estudantes
Que são frutos das jornadas que suas mãos calejadas
Executaram bastante.

Foi do trabalho de roça que nove filhos criaram
E a todos ensinaram o dever de cada dia
E, à noite, a Ave Maria, pra que Deus os ajudasse
A ter saúde, honradez, e, algum dinheiro, talvez
Para que nada nos faltasse.

E esta ocasião festiva no Clube Barro Vermelho
Parece até um espelho do que eles mais gostavam
Pois com certeza adoravam ver os filhos tão contentes
Brincando em alguma festa, tão especial como esta
Que reúne os descendentes.

Trago, talvez de nascença, Deus queira, seja verdade
Certa sensibilidade que nossa mãe demonstrava
Quando uma flor ofertava a quem lhe quisesse bem;
Ao dizer com muito orgulho, ela e eu somos de julho,
Sou canceriano, também.

A derradeira das flores foi dada aqui nesta entrada,
Quando bem debilitada, mas seu instinto mantinha,
Trouxe uma rosa branquinha, e, num gesto inesquecível
Entregou, já vacilante, a quem tem nome semelhante
E é também muito sensível.

De repente acho a razão da emoção que me invade
Quando vejo brutalidade imposta a qualquer criança
Não havendo semelhança com a criação que tivemos;
Pois, a mãe, doce mistura, de anjo e de criatura,
Nunca chegou a extremos

A base desta família nasceu na terra dos sonhos
A querida Santo Antonio que não esqueço, jamais
Com seus lindos canaviais, no litoral rio-grandense;
Pois ainda estufo o peito, pra afirmar com respeito
Que também sou patrulhense.

Este termo não se aplica a alguns que estão aqui
De Porto Alegre, Canoas, Gravataí, muita gente nasceu lá
E, também, no Paraná, além dos catarinenses;
Há gente de Ijuí, Sapucaia e Erechim, pra concluirmos, por fim
Que o “mundo” já nos pertence.

Nossa terra tão amada somente lembra doçura
Tem melado, rapadura, cachaça por todo lado
Uma de tom azulado que é quase uma legenda;
Tem o sonho mais gostoso, o arroz mais saboroso
E o Festival da Moenda.

Tem outra coisa bem linda que Deus caprichou na obra
Serpenteando como cobra nos campos de nosso pago
Que vai recebendo afago por onde quer que ele passe
Entre velhos e meninos; me refiro ao Rio dos Sinos
Que é nosso, com muita classe

Logo ali, a poucos passos está a sua nascente
Que logo vira corrente e cresce barbaridade
Levando a prosperidade, noite e dia, sem parar;
Muita cidade abastece, outros rios ele conhece
E juntos correm pro mar

Na verdade tal riqueza nasceu aqui num distrito
Mas alguém ganhou no grito e tirou de Santo Antonio
Esse imenso patrimônio que foi pras bandas de lá;
Sendo assim que se perdeu, e, o que a Natureza deu,
Nós doamos ao Caraá

Também festejamos hoje o segundo ano do Beto
Que merece nosso afeto por sua grande proeza
Mostrando que tem firmeza e quando quer ele pode
Provando ainda esse moço, que sabe agüentar no osso
E honra um fio de bigode

Para encerrar esta prosa eu peço à Virgem, de novo
Que proteja nosso povo e abra o seu manto azul
Sobre o Rio Grande do Sul, em todas suas fronteiras
Rogando, ainda, ao final, a bênção muito especial
Pra todos os Oliveiras

Antonio Luiz de Oliveira/jul/2004

terça-feira, 15 de junho de 2010

II Encontro


O segundo encontro da Família Oliveira foi efetivado em 20.07.2003,
tendo por local o Salão Comunitário de Barro Vermelho, em Santo
Antonio, com a participação de 82 familiares. Foi organizado pelos
sobrinhos José Luiz, Rosângela, Maria Bernadete e Luciane, pertencentes
ao grupo formado por Maria do Carmo Bernardes.

I Encontro


O primeiro encontro ocorrido após a morte da vovó Gila, foi realizado em 21.07.2002, na localidade de Barro Vermelho, distrito de Santo Antonio da Patrulha, onde compareceram 90 pessoas entre descendentes diretos e agregados, tendo como organizadores o Serginho, a Maria Angelina, o Ronaldo e o Carlos, por parte da família do saudoso irmão Vicente Luiz de Oliveira.

Encontros da Família


Por iniciativa da nossa querida sobrinha Liani, a quem agradecemos, a família voltou a reunir-se sempre no mês de julho, anualmente, depois de passados quase cinco anos do falecimento da matriarca Angelina Luiz de Oliveira. Era ela quem motivava esse hábito familiar exercido em sua honra, por ocasião da data natalícia. De certa forma essa reunião serve ainda para relembrarmos seu aniversário, 15 de julho, ocasião em que gostava tanto de ver os filhos, filhas, genros, noras e netos confraternizarem ao seu redor. Eu mesmo, um tanto arredio a qualquer festejo, dava sempre meu apoio presencial e material para a realização daqueles eventos, enquanto esteve ela presente entre nós, o que aconteceu, para nossa alegria, até o último ano de sua existência.
Naquele tempo, ano de 1997, já bastante debilitada pela idade, recebeu nosso carinho em Canoas, na casa da filha Mariana, onde se achava no momento, conforme podemos ver na foto acima, em companhia dos filhos José, Sérgio e Antonio.
Hoje, após doze anos de seu passamento e com o acréscimo de mais vinte descendentes diretos, continuamos a nos encontrar regularmente, mostrando assim aos mais jovens, e, especialmente aos que não conheceram a Vovò Gila, a dimensão da importância que teve a presença dela para todos, não só por ter sido a responsável pela existência de cada um, como também pelo carinho e dignidade de uma verdadeira mãe dedicada inteiramente ao marido e ao filhos, merecendo, com certeza, nossa imorredoura gratidão. Saibam que aquela frágil senhora aos 50 anos perdeu o marido e assumiu a titularidade da família, conseguindo com suas próprias forças criar os quatro filhos menores que lhe restavam em casa (Mariana 15, João 12, Vicente 9 e Sérgio com 6 anos de idade), pouco dependendo dos demais filhos ausentes.
É nessa oportunidade que juntos rezarmos um padre-nosso e uma ave-maria dirigidos ao Soberano Mestre pedindo o descanso eterno do inesquecível casal Adelino Gomes de Oliveira e Angelina Luiz de Oliveira, sem o qual nenhum de nós estaria presente a tal acontecimento.
O evento vem sendo organizado em sistema de rodízio entre os familiares descendentes de um dos filhos do casal original, mantendo-se, costumeiramente, a apresentação de um esmerado “buffet” de sobremesas “pra ninguém botar defeito” a cargo das queridas irmãs, cunhadas, sobrinhas, etc.