SANTO ANTÔNIO DA
PATRULHA
Ao falar das
coisas lindas que a nossa terra tem
Parabenizo,
também, os mandantes municipais
Antigos e atuais,
que levaram a frente esse sonho
De vislumbrar
Santo Antônio como cidade vibrante
Polo dos mais
importantes em diversas atividades;
Saúde, comércio,
indústria, esporte, e, educação
Sem descuidar na
plantação, do milho, dos arrozais
E, dos belos
canaviais, que lhes dão notoriedade.
Na Guarda, a tal
patrulha, prolongava, na verdade
A longa mão da
autoridade do governante imperial
Cuja ação, em
especial, era a cobrança dos tributos
Taxados sobre
produtos, que seguiam para o Norte
Via rota de
transporte, que passava por Campinas;
O que era de rotina,
talvez, fosse algum presságio
Pois, após
trezentos anos, salvo erro ou engano
Lá está outro
pedágio, cavando na velha “mina”
Dou rédeas ao
pensamento, deixo que vá no embalo
Suba o morro do
Cantagalo, por encostas verdejantes
Tenha a visão
deslumbrante, que do alto se descortina
Sobre os vales, as
colinas, as planícies, as canhadas
Mostrando da terra
amada, tudo aquilo, com certeza
Que nossa mãe
natureza, dá aos filhos comportados;
O progresso
palmilhado, pari passu, com a paisagem
Tal e qual uma
miragem, para alguém desavisado.
Também possa
observar, nosso amado Rio dos Sinos
Com desenho
serpentino, todo feito em ziguezague
De modo que não se
apague, nem desmereça na cor
Seja qual motivo
for, que o homem tenha na mente;
O seu traço é
permanente, tendo a mesma tinta boa
De quem pintou
nossa Lagoa, outro quadro original;
Deu a vida, deu as
cores, embelezou suas margens
Como brinde, nas
viagens, de quem vai ao litoral.
Não se pode ganhar
sempre, ensina a serenidade
Eis que, freia a
ansiedade, e, até mesmo, conforta
Diante de certa
derrota, da qual só resta espernear
Sendo incabível
chorar, conforme um velho ditado
Pois,
o leite derramado, ao dono não mais pertence;
Alguém lembra, eu espero, o placar de um a
zero
Pró
equipe caraaense, na disputa de um tesouro
Incluindo o nascedouro, do prezado Rio dos
Sinos
Cuja
fonte, imagino, deixou de ser patrulhense. *
A.L.Oliveira/dez/2017
* Caraá,
emancipado em 28.12.1965, Lei Est 10.641
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