sexta-feira, 21 de abril de 2017

NOSSA EMPRESA. COM. BR

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NOSSA EMPRESA.COM.BR  

Diz o registro da história, que o navegante Cabral
Por ordem de Portugal, comandando grande frota
Talvez verdade, ou, lorota, navegava em alto mar
Quando, por sorte ou azar, desviou-se do traçado 
Vindo a dar com os costados no litoral da Bahia
E, ao invés de especiarias, achou índios e beleza
Além de imensa riqueza, na terra, e, nos minerais
E, matas, com vegetais de grande porte e valor;
Cravou ali suas bases, iniciando a primeira fase
De um negócio promissor.

Instalada e funcionando desde os tempos da nobreza
Essa portentosa empresa da qual somos acionistas
Por força de uma conquista que nos cabe por direito
Decorrente dos preceitos da própria brasilidade
É uma grande sociedade que tem tudo pra dar certo
Não fosse andar por perto uma grei de maus gestores
Dentre os quais, governadores, regentes e presidentes
Quase todos ineficientes, com raríssimas exceções;
Permitindo, sem vigilância, que a astúcia e a ganância
Participem das decisões.

São mais de quinhentos anos de acertos e tropeços
Com a chefia, no começo, passando de pai pra filho
Num regime, sem empecilhos, salvo erro ou engano
                   Foram mais de duzentos anos de domínio colonial
Quando a ordem imperial, tendo bom senso e alento
Dedicou mais incremento ao campo da agricultura
Mormente, para a cultura da cana, e, do algodão
Propiciando a exportação de alguns produtos rurais
Em lugar dos minerais, nossa prata e nosso ouro
Que abasteciam o tesouro das majestades reais.

Depois disso um acionista é quem comanda a empresa
Com maior ou menor firmeza, de acordo com seu estilo
Mas, cercado de pupilos, de bons e de maus conceitos
Que, em geral, acham o jeito, pelo cargo ou pela fama
De chafurdar no mar de lama que vem lá de priscas eras
No qual as malditasferas”, trabalham em tempo integral
Canalizando o manancial a um oceano em crescimento;
Podre, espesso e fedorento, onde a matéria pestilenta
Corre solta, engole gente, naufragando alguns gerentes
E, também, uma “gerenta”.
                                     
                                                      A.L.Oliveira/abr/2017
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

BOA NOITE LUA

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BOA NOITE LUA

Moça, linda, iluminada, que não é vista de dia
Mas, pra nossa alegria, logo após o entardecer
Ousa sempre aparecer com formatos diferentes 
Às vezes, surge crescente, engordando pra valer
Coisa bonita de ver, quando redonda e bem cheia 
Embora se ache feia, e, volte a emagrecer.

Mulher bela e vaidosa, que precisa andar em forma 
Não esquece certas normas pra aliviar a balança
O que lhe dá esperança é sempre a fase minguante
Quando volta elegante, num regime que emociona;
Pois, a inglória maratona, que repete mês a mês
Se assemelha, cada vez, ao tal efeito sanfona.

Belo porte, majestosa, em especial quando cheia
Faz morada nas areias das praias do nosso mar
Mostrando a força lunar às ondas antes serenas
Que, atraídas pra arena, vêm dançar em maré alta
Como atrizes numa ribalta, bem treinadas, atuais
Bailarinas profissionais nessa inusitada cena.

Age a lua sobre as plantas, as águas e as sementes
Germinando, naturalmente, nas diversas plantações
Segundo a crença e padrões, de velhos agricultores;
Inspira também pintores, e, é musa de alguns poetas
Que atingem suas metas, como casais enamorados
Ao luar, extasiados, trocando beijos e flores.

                                              A.L.Oliveira/abr/2017


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quinta-feira, 6 de abril de 2017

BOM DIA SOL

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BOM DIA SOL

Bom dia meu sol brilhante
Que vens lá de tão distante
Para abraçar o Rio Grande
Onde tua luz se expande
Pelos rincões e coxilhas
Espraiando em cada trilha
O calor que anima a vida;
Aquecendo a relva molhada
E acordando a passarada
Que se achava recolhida.

Mas, bah! Que baita calor
Que esse disco caminhador
Transmite em seu dia-a-dia
Pois até chaleira chia
Ao enxergar o danado
Quando surge refestelado
Muito acima do galpão;
Se chegar perto da casa
Vamos dispensar as brasas
Na hora do chimarrão.

Esse eterno viajante
Conhecido caminhante
Em toda parte do mundo
Não se detém um segundo
Nem mesmo para um amigo
Pois, parando, corre perigo
Pode até causar fumaça;
De manhã, surge no Leste
À tardinha some no Oeste
A cada dia que passa.

Sobra tempo, geralmente
Pra encantar toda a gente
Quando a jornada termina
E, aí, se abrem as cortinas
Para o show de luzes e cores
Que dá aos espectadores
De todo o globo terrestre;
Demonstrando, no arrebol
Que o bendito pôr-do-sol
É arte, coisa de mestre.

          A.L.Oliveira/dez/2016
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