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Diz o registro da
história, que o navegante Cabral
Talvez verdade, ou,
lorota, navegava em alto mar
Quando, por sorte
ou azar, desviou-se do traçado
E, ao invés de
especiarias, achou índios e beleza
Além de imensa
riqueza, na terra, e, nos minerais
E, matas , com
vegetais de grande porte e valor;
De um negócio promissor.
Instalada e
funcionando desde os tempos da nobreza
Essa portentosa
empresa da qual somos acionistas
Por força de uma
conquista que nos cabe por direito
Decorrente dos
preceitos da própria brasilidade
É uma grande
sociedade que tem tudo pra dar certo
Não fosse andar por
perto uma grei de maus gestores
Dentre os quais,
governadores, regentes e presidentes
Quase todos ineficientes,
com raríssimas exceções;
São mais de
quinhentos anos de acertos e tropeços
Foram mais de
duzentos anos de domínio colonial
Dedicou mais
incremento ao campo da agricultura
Propiciando a
exportação de alguns produtos rurais
Em lugar dos
minerais, nossa prata e nosso ouro
Que abasteciam o
tesouro das majestades reais.
Depois disso um
acionista é quem comanda a empresa
Com maior ou menor
firmeza, de acordo com seu estilo
Mas, cercado de
pupilos, de bons e de maus conceitos
Que, em geral,
acham o jeito, pelo cargo ou pela fama
De chafurdar no mar
de lama que vem lá de priscas eras
No qual as malditas
“feras ”, trabalham em tempo integral
Canalizando o
manancial a um oceano em crescimento;
Podre, espesso e
fedorento, onde a matéria pestilenta
Corre solta, engole
gente, naufragando alguns gerentes
E, também, uma
“gerenta”.
A. L. Oliveira/abr /2017
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