terça-feira, 14 de março de 2017

PORCO-ESPINHO

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PORCO-ESPINHO 

Vou dar aqui meu pitaco
Sobre uma certa prudência
Que as regras da convivência
Requerem do cidadão
Pra que viva em comunhão
Com os demais semelhantes;
Pois, como arame farpado
Todos nós somos dotados
De arestas provocantes

Em geral temos cuidado
Para que nada se perca
Construindo várias cercas
Em torno a nossos direitos
Esquecendo que o sujeito
Companheiro e circunstante
Tem iguais prerrogativas
Que são dele, exclusivas
E, igualmente, importantes

Uma lição memorável
Nos vem da mãe natureza
Que deu armas de defesa
Até para os animais
Por exemplo, dentre os quais
Está nosso porco-espinho
Que usa de precaução
Para que possa, em união
Manter-se dentro do ninho

Só se achega à companheira
E, também, às suas crias
Tendo a grande sabedoria
De encolher seus espinhos
Que dificultam os bichinhos
De melhor aproximação;
Nas noites frias do inverno
Quando o instinto paterno
Requer a procriação.


             A.L.Oliveira/jan/2017

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