sexta-feira, 22 de abril de 2016

OITENTA E SETE, Salve, Salve.


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Nilda, Maria, Mariana, Antonio

Parabéns minha querida irmã, pelos teus 87 anos. Meu eterno reconhecimento em homenagem a quem começou a trabalhar na mais tenra idade para ajudar na manutenção da casa,  colaborando ainda, com seu saber, para a melhor criação e educação escolar dos irmãos menores; que foi minha companheira de infância e mestra supervisora do meu estudo primário;  que cuidou de forma contínua de nossa mãe quando necessitou de amparo na velhice, ajuda compartilhada com os irmãos Vicente e Mariana juntos com seus zelosos familiares, cujas casas foram habitadas por ela durante os anos finais de vida;  que, por muitas vezes, foi minha mãe e mãe dos meus filhos, sem nunca descuidar dos deveres do emprego, das lidas da casa, do marido, e de todas as demais obrigações impostas pelo crescimento de sua própria família, no tempo em que não se dispunha de fralda descartável, condução na porta, colégio particular, refrigerador e despensas abastecidos com a regularidade de hoje;  carro, diversão, telefone, rádio,  televisão e outros luxos, eram artigos incabíveis em nossos limitados orçamentos. Nada disso foi obstáculo suficiente para impedir que houvesse sempre lugar para mais um na mesa de refeições do Lídio (que Deus o tenha) e da Maria, onde, geralmente se chegava de imprevisto, a qualquer hora, por falta dos meios de comunicação existentes na atualidade.



Minha saudosa e inesquecível Gladys, que tanto quanto eu,  muito amava esse casal, esteve sempre ciente da dívida impagável que contraímos, especialmente para contigo, sabendo-se das dificuldades enfrentadas pela dona de casa em tais ocasiões, cujo montante, se traduzido em valores monetários atingiria cifras estratosféricas.



Por tudo isso e muito mais, em meu próprio nome e no dela, tenho a oferecer-te em garantia a única moeda de que disponho no momento, rogando seja aceita: a segurança da lealdade, reconhecimento e carinho, até meus últimos dias. Obrigado minha irmã.



Para finalizar, ouso repetir aquela frase que bem conheces, utilizada com visível emoção por nosso saudoso pai (chorávamos todos juntos já antecipando a saudade) quando, ainda jovem menina, te afastavas de casa para trabalhar fora, por períodos de infindáveis semanas ou meses:
“Que Deus te abençoe e a Virgem Maria te acompanhe, minha filha”
Feliz Aniversário, amada irmã. Saúde e Paz. Beijos e abraços.


Antonio Paulo e Maria Beatriz

Elaine e Bete

Oliveira e Geny
Antonio e Fátima Terezinha



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